Ser mãe de menino: um ato de amor e uma responsabilidade social

Olá amigas e amigos!
Como vão vocês? Espero que estejam bem!
Hoje é o dia da nossa Coluna: Conversando com a Clínica Base,  com um texto para refletir da Psicóloga  da Clínica Base Marina Soares, nos mostrando que ser mãe de menino é um ato de puro amor,mas também uma responsabilidade social.
Sou mãe de dois meninos e, desde que me tornei mãe, tenho recebido os mais diversos conselhos sobre como criar meus filhos, conselhos que partem tanto de pessoas da família e de amigos, quanto de estranhos, e que me levam a refletir sobre a melhor forma de criar meus meninos.

Mas de tudo que já escutei, o que mais me impressionou foi constatar que tanto homens quando mulheres continuam reproduzindo um discurso retrógado e machista em relação à educação de uma criança, principalmente dos meninos. Recentemente, presenciei a baba dos meus filhos recriminando o primogênito, que ainda não completou quatro anos, porque ele estava chorando. “Homem não chora”, ela dizia. Ouvir aquela frase, que meu pobre filho repetiu, me causou um verdadeiro mal-estar. Comecei a pensar como é cruel para um ser humano, principalmente para uma criança, que ainda não tem maturidade suficiente para lidar com as suas emoções, ser recriminada por estar simplesmente manifestando seus sentimentos, afinal, o choro é uma forma de expressar uma emoção.

Apesar de bem intencionada, ela estava reproduzindo na sua fala uma educação machista permeada de insensibilidade que perdurou por muitos anos na nossa sociedade. Até a década de 70, a identidade feminina e masculina era bem demarcada, ser homem era ser viril, e viril significava ser forte, insensível, grosso e agressivo esse era o modelo do macho latino, já a sensibilidade, afetividade, delicadeza e empatia, que consiste na capacidade de colocar-se no lugar do outro, ficavam a cargo das mulheres, e eram sinônimos de fraqueza. Modelos que o movimento feminista colocou em xeque, abrindo a possibilidade de homens e mulheres construírem uma nova identidade. Mas será que vamos conseguir mudar essa realidade se continuarmos reproduzindo esses modelos não só na forma como educamos nossos filhos, mas também exercemos nossos papéis?

Homens ainda representam na família o lugar da força, segurança, estabilidade financeira e competência profissional. Mães ainda são referência de afeto, amor, sensibilidade, acolhimento e tolerância. Modelos que meninos e meninas reproduzem nas suas brincadeiras: eles brincam de lutinha, elas de casinha. Talvez, se permitirmos ao homem e à mulher transitar nesses lugares vamos possibilitar aos nossos meninos se identificarem com modelos que rompem com os estereótipos de homens e mulheres que prevaleceram em nossa sociedade durante anos, o homem viril, macho e insensível, a mulher frágil e dependente.

Educamos e lidamos com meninos e meninas de forma diferente.  Delicadeza, sensibilidade, afetividade e proteção são atitudes comuns no tratamento reservado ás meninas. Mas, será que abraçar, beijar, ser afetuoso, carinhoso, criar vínculo, demonstrar amor, dizer o quanto eles são importantes, reconhecer suas conquistas, ainda que elas não atendam as nossas expectativas, acreditar que eles podem fazer melhor e incentivá-los, compromete a educação de um menino? Como muitos pais tendem a pensar, acreditando que tratando-os dessa forma vão acabar criando meninos mimados, sensíveis e afeminados.

Mas, ao contrário do que esses pais pensam, acredito que rompendo com a dureza e o autoritarismo que permeiam a educação de um menino não vamos comprometê-la, pois o afeto e o amor humanizam, transformam nossos meninos em garotos sensíveis, capazes de vivenciar e expressar seus sentimentos sem culpa e de reconhecer e compreender as necessidades do outro. 

E transformá-los em garotos sensíveis, não é mimá-los ou torná-los femininos, como muitos pais que temem criar seu menino com delicadeza e sensibilidade tendem a pensar, mas não só criar filhos mais felizes e equilibrados, como também prepará-los para a vida, para um mundo em constante transformação, que a cada dia rompe com padrões e tabus que alimentaram preconceitos e justificaram atitudes violentas contra aqueles que não se enquadravam as normas durante muitos anos, pois, quem iria imaginar que no século XXI filhos de pais divorciados não sofreriam mais preconceitos e homossexuais poderiam não só assumir publicamente a sua relação, mas oficializá-la juridicamente, um mundo que parece acolher e tolerar melhor as diferenças, mas que só vai se concretizar, se fizermos a diferença com nossos filhos, afinal, educar um menino é mais do que um ato de amor, é também uma responsabilidade social.

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E vocês o que acham?
Espero que tenham gostado!

24 comentários:

  1. Realmente um assunto a ser pensado mesmo. Por enquanto não tenho ainda opinião formada, vou refletir visto que sou mãe de menino srsrrsrs. Bjs, Lu
    www.soumaededoisanjinhos.blogspot.com.br

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    1. Esse assunto é presente a muito tempo né?Infelizmente isso vem dos pais dos nossos pais, aqui em casa as vezes brigo com meu marido quando ele fala isso para meu filho.A nossa sociedade ainda hoje é cruel quando o assunto é ser machista em relação ao sexo masculino e do feminino também.
      bjs

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    2. Concordo com vc, Simeia, por isso, temos que refletir sobre a forma como educamos nossos filhos e os valores que transmitimos. Abs, Marina

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    3. Refletir sobre isso é o início para uma mudança! Abs, Marina

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    4. Refletir é o início para uma mudança! Abs, Marina

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  2. Muito bom o tema, e bom pra refletir.

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  3. Infelizmente o machiemo na crianção vem dos pais dos nossos pais e aqui em casa infelizmente brigo com meu marido por falar assim com meu filho..é difícil, mas na sociedade impera o machismo e é difícil mudar isso.
    bjs

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    1. Olá Simeia, pequenas atitudes fazem a diferença. Você chamar a atenção do seu marido, pode ser um começo. Abs, Marina

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  4. Cada sexo foi destinada a cada função
    As mulheres realmente são mais meigas que os homens
    Amei a reflexão
    Bjus
    http://segredosdaluma.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada, Leteia pelo seu comentário!

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  5. Eu sempre achei muito importante e sério ser pai e mãe de meninos .. não torna-los tão duros e sim sensíveis e gentis com os outros e com as mulheres ... ter um bom comportamento e não se permitir tudo e de qq jeito como antigamente era ... meninos podem tudo e meninas nada ... isso tem que mudar ... e espero que seja esta geração ... bjs

    Roberta Aquino
    Diário de uma Princesa

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    1. Olá Roberta, a diferença que essa geração pode fazer vai depender da forma como vamos educar nossos filhos e dos valores que vamos transmitir, e valores se transmite principalmente com atitudes. Obrigada pelo seu comentário. Abs, Marina

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  6. Adorei o tema! O texto eh muito bom.
    Beijocas

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    1. Obrigada, Thaís. Que bom que gostou! Abs, Marina

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  7. Conprdo com o texto. Aqui em casa deixo oBryan brincar com tudo que quer, bonecas, carrinhos, sapatos da mamae bolsas, e dai minha mae diz: vai fazer o menimo crescer afeminado, so pode brincar se carrinho! Eu discordo porque bonecas e carrinhos nao vao definir a opcao sexual do meu filho, e acho que deixar ele brincar com coisas de menina vai fazer ele crescer menos machista, vendo que nao importa se ele gosta disso ou daquilo pois ele e o que e. Ah nao sei e bastante complicado esse assunto rs.. Amei o texto me fez refletir..

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    1. Oi Letícia, concordo com vc, não são as brincadeiras de menino ou menina que definem a identidade de uma criança, e ela ter a oportunidade de explorar o mundo é muito enriquecedor para o crescimento e autoconhecimento. Abs, Marina

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  8. Concordo com a meninas, ser mãe de um menino tem que ter muita responsabilidade na hora de educar, para não transformar em um machista e também tem que tomar cuidar pra não ficar muito afeminado tem que ser a dose certa. bjus

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    1. Concordo com vc, Gerri,O equilíbrio é sempre a melhor dose na educação de um filho. Abs, Marina

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  9. com certeza não, criar meninos com amor
    e entender cada situação é um ato de amor
    só que é menino
    não significa que não pode fazer carinho ou
    algo do tipo.

    Nanda
    beijokas
    Lindo Dia
    Mamãe de Duas
    Google+Nanda

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    1. Concordo com vc, Fernanda. Afinal, não é o afeto que vai definir a identidade sexual de um menino. Abs, Marina

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  10. Sou uma mãe consciente. Sei que o machismo é conservado e mantido pelas mulheres.
    Não dou nada nas mãos do Davi e explico pra ele que isso não é falta de amor e sim amor demais, pois quero que ele aprenda a viver!

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    1. Olá Cléo, explicar para um filho o sentido das nossas atitudes é uma atitude muito bacana. Abs, Marina

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  11. temos mesmo que mudar esse conceito machista e começar a rever o modo como educamos nossos filhos, eu sou mãe de menino e quero muito que ele cresça fora desse padrão machista... mas ainda é complicado perante aos costumes, adorei o post.
    Bjs Carlah Ventura - Intensa Vida

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