A chegada do Enzo. Dicas de como enfrentar a chegada do caçula com o irmão mais velho.

Muitas vezes a chegada do irmão caçula, pode gerar muitos conflitos interiores no irmão mais velho e cabe nos pais juntamente com a família mostrar que essa fase de insegurança vai passar e no fim serão grandes amigos. E por estar vivendo isso tão intensamente com Heitor (3 anos) e Enzo (4 meses), venho relatar um pouco de como esta sendo essa convivência e dar dicas as mamães que estão passando o mesmo ou ainda vão passar por esse momento. 

A noticia de que a família iria aumentar, além de ser uma grande surpresa, foi um momento de alegria e Heitor recebeu essa noticia muito bem, claro que com apenas 2 aninhos não sabia ao certo o que isso provocaria em sua vida. Mas reagiu muito bem. 
Porém estudos revela que quanto menos idade tem o irmão mais velho, mais difícil é a aceitação dessa novidade. Sabendo disso, a melhor maneira é tratar do assunto sem muita empolgação de início. Informem que terão um novo bebê na família. Só essa informação gera dúvidas, perguntas, inseguranças e medos. Importante também dizer para os pais, ver tal  situação como normal, nada de se culpar, de achar que o filho ainda está muito novo para ter um irmãozinho(a), que poderia ter esperado mais... Enfim N conjecturas, fiquem tranquilos e seguros para poder passar toda tranquilidade e segurança ao filho, ele vai precisar! (Escrevo isso, pois no inicio olhava pro Heitor e via ele tão pequeno, ainda precisando de cuidados e me culpava de ter engravidado novamente, porém logo percebi que isso era bobagem, que assim como eu, ele teria que enfrentar a situação da melhor maneira possível.) 
Os sentimentos podem ser variados, ao mesmo tempo em que ele adora ter um novo irmãozinho, mas outro sente inveja, raiva e ciúmes. Mas fiquem tranquilos que todos esses sentimentos são perfeitamente normais. 

A aceitação da criança em relação ao irmão, depende da maneira de como os adultos lidam com a situação. Devido a isso, uma dica que sempre dou as mamães que me perguntam sobre como lidamos com essa situação, é uma conversa franca e verdadeira com a criança muitas vezes achamos que uma criança não vai entender, mas digo toda criança é um ser pensante, pode demorar mas ela vai entender. Então mostre como será a nova rotina ( uma boa estratégia é descrever o dia a dia) falando como vai ser depois que o bebê nascer, como terão que se comportar com a chegada de um ser tão pequeno e indefeso, dizendo que ele pode ajudar, que vai super legal cuidar do bebezinho, que toda ajuda dele será bem vinda. Que serão grandes amigos e brincarão muito no futuro. Essa conversa, muitas vezes já acalma a criança, pois um dos grandes temores é a ideia de que ele será descartado, trocado pelo caçula ou abandonado. 
Quando a criança entende que continuará fazendo parte da família e que está inserida nos planos futuros irá reagir melhor, diminuindo a tensão familiar. Evitem falar: agora você é mocinho; deve fazer isto ou aquilo. Ele precisa também sentir que continua sendo cuidado, pois ainda é pequeno e adora ser o bebê da casa. 

Mesmo tomando todas as precauções, conhecendo o que se passa pela cabeça da criança, ainda assim não é uma fase fácil de passar, falo isso por experiência própria. A criança terá ciúmes, sentimentos de abandono e rejeição. (Heitor está extremamente ciumento, as vezes um pouco agressivo) Mas outro fato importante é dar abertura para que a criança falar sobre o que está sentindo, não menosprezem seus sentimentos, não digam que o que está sentindo é bobagem, pois para ela é muito intenso. Desta forma, a criança não se sentirá culpada quando sentir raiva ou ciúmes. Ela sentirá segurança para expressar sua angústia e como vocês já se colocaram à disposição, vai se comunicar com vocês com intimidade e confiança. 

A regressão também é comum nestes casos. A criança que volta a se comportar como um bebê, com a linguagem infantilizada, pedindo chupeta, mamadeira e fazendo xixi na cama, tenta despertar, desta maneira, o interesse por ela, já que o bebê age assim e tem toda a atenção voltada a ele. Aqui é o que mais está acontecendo, Heitor regrediu quanto ao desfralde, pede fralda para tudo, se ver o irmão chorar, começa a chorar da mesma maneira, as vezes que tomar banho na banheira. Estou tento o máximo de paciência e tolerância, pois sei que é uma fase que ele precisa vivê-la para, então, superá-la. 

Essas reações são naturais, fazem parte do crescimento e são passos importantes no desenvolvimento psicológico da criança. A ausência delas pode ser preocupante, pois pode indicar que ela esteja se sentindo tão ameaçada e reprimida a tal ponto que não consegue expor seus sentimentos. Então cuidado! 

Muitos dos comportamentos agressivos aparecem não só tendo o novo bebê como alvo, mas também a mãe, o pai ou outros adultos que convivam mais proximamente com a criança. Depois da chegada do Enzo, Heitor se apegou ainda mais á mim, querendo minha máxima atenção e cuidados, por isso nos momentos que estou cuidando e brincando com  Enzo, ele é agressivo, mas no cotidiano normal ele abraça, beija, pede pra pegar, conversa com o irmão (Cenas lindas de se ver!) 
Com tudo, especialistas afirmam que o sentimento que o irmão mais velho experimenta com a chegada de um irmão é similar a dor que uma mulher ou homem sentem ao descobrirem a traição do companheiro. Para ele, se os pais optaram por ter outro bebê é porque ele, o mais velho, não serve mais e por isso, será trocado e deixado de lado. Claro que sabemos que não tem nada haver, toda família sabe que isso não é verdade, porém se as pessoas ignoram seus sentimentos, fingem que nada está acontecendo, a fantasia que ele irá construir no seu imaginário é muito mais terrível do que a realidade vivida. Por isso a dica de descreverem a rotina como citei acima pode diminuir muito a ansiedade e o medo da chegada do bebê. 

Outra dica é evitar grandes mudanças na época do nascimento do caçula como colocar o mais velho na escola, retirar de um quarto para colocar em outro, passar do berço para a cama, todas essas ações devem ser feitas alguns meses antes do nascimento ou então deixar para alguns meses depois, para que ele não vincule um fato ao outro, achando que o irmão tomou seu lugar na família, tornando a sensação de rejeição ainda maior. Aqui tivemos que trocar Heitor de quarto, fizemos isso cinco meses antes e ele se adaptou super bem!
Outra dica, não force o mais velho a doar seus brinquedos ao bebê, mesmo que não os use há muito tempo. Ela já teve de perder e dividir muitas coisas. 

Todo esse turbilhão de atos e sentimentos tende a diminuir com o decorrer do tempo e em alguns meses o mais velho perceberá que está realmente integrado à família, que faz parte dela e então começará a avaliar sua própria relação com o bebê regada a muita cumplicidade, amizade e, porque não, rivalidade natural entre irmãos. Enfim tente preparar bem o ambiente, o filho mais velho e a família para enfrentar estas mudanças antes que apareçam, assim será bem mais fácil de lidar com todas essas dificuldades.

E com vocês, como foi essa chegada do caçula? Como o filho mais velho reagiu? Tem mais dicas pra nós? Conte sua experiência para nós ou deixe sua pergunta, dúvida ou conselho vou adorar ler!

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18 comentários:

  1. Por aqui nem sei se passaremos por isso, acho que vamos ter filho único, mas adorei o seu ponto de vista...rs.
    Abraços!
    www.pipocasemaquarela.com

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  2. Super importante conversar com o filhote sobre a chegada do irmao!

    Beijos
    Gleysa
    www.mamaesemrede.com

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  3. É Tatty é bem difícil essa situação, já passei por ela e a mãe fica sempre com coração partido.
    Quando crescerem mais e o Enzo souber reclamar vai ter sempre conflito, e mais uma vez a mãe é a pacificadora.
    Mas sempre a gente arruma um jeito para fazer eles se acertarem.
    Bjinhos.
    www.prosaamiga.com.br

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  4. A minha dica é..
    Deixe seu filho mais velhor participar da atividades com o mais novo como: ajudar a dar banho, na troca de fralda.. Não mude em nada a vida do mais velho por causa do mais novo..
    E foi assim que aqui em casa deu tudo certo.

    beijos

    www.umaboamae.com.br

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  5. Gostei!
    Lembro que quando criança quando minha mãe ficou grávida da minha irmã (eu e ela somos 5 anos de diferença) fiquei com uma raiva pois eu era a caçulinha da família, mas quando eu vi o bebezinho no colo da minha mãe tudo mudou hehe, o amor que tive pela minha irmã foi enorme.
    Beijos!
    islary34.blogspot.com

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  6. Tem que ter paciência
    e entender o filhote
    trazer ele em tudo com
    o pequeno, e ir caminhando
    no fim tudo dá certo

    Linda Noite
    beijokas da Nanda

    Mamãe de Duas
    Google+Nanda

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  7. Eu ainda não tenho o segundo filho, mas já vi dicas na Net que achei interessante.
    Como envolver o irmão mais velho, mesmo novinho no contato com o bb, ajudando na hora da troca, no banho e na alimentação qdo for introduzida.
    Reservar algumas horas ou um dia especial só com o mais velho, pq todo filho tem que ser tratado como único.
    E antes da chegada do bb, comprar lembrancinhas embrulhar e a cada visitante para ver o bb, entregar está lembrancinha que vc comprou para a visita entregar para o seu filho a lembrancinha tbe.
    Bjs

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  8. Ai amiga deve ser dificil.. Minha irmã nasceu quando eu tinha 6 anos e eu morria de ciumes, imagine ele que é pequeno rsrs, eu amo essas dicas e acho super importante deixar o mais velho participar de tudo com o mais novo.. Meus pais não me deixavam nem segurar minha irma porque era pequena, e acho que isso me dava mais raiva ainda rs.. Bjs

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  9. Cada criança reage de um jeito!Temos que ter paciência e tentar encontrar o melhor caminho!
    Bjs

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  10. A conversa é super importante.. Sei como é complicada essa aceitação pois tenho irmãs mais novas..

    Beijocas!!

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  11. Imagino que não seja nada fácil mesmo, mas realmente, com muita conversa e com paciência as coisas se resolvem.
    Beijos
    Adri
    www.mamaesfacilidadesedicas.com

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  12. Adorei o post. Imagino que deva ser mesmo um pouco complicado

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  13. Amiga adorei suas dicas e a prática diária vai dando o tom certo de lidar com cada acontecimento.
    Eu não tenho dicas pra lhe dar, mas pelo post, vejo que vcs estão indo muito bem!
    Joseph ainda não pede um irmão... e ainda não decidimos se vamos ou não ter outro, mas fico atenta as dicas, é importante conversar e envolver a criança nessa decisão.
    bjs

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  14. Eu sou a irmã mais velha e acho que minha mãe soube lidar bem com o caso. Ela me envolveu e eu estava apaixonada na ideia de ter um novo irmãozinho. Beijos ♥

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  15. Embora não seja meu filho o irmão dele reagiu muito bem a chegada do Nathan, se deu super bem, teve uns ciumes coisa normal nada que fosse dificultar a convivência deles
    bjs

    mamaenathan.blogspot.com

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  16. Bem interessante, já tõ aqui pensando como será a adaptação do Lucas para um novo irmão.

    beijos

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  17. Eu sempre me pergunto como seria a atitude do Rafa se ele ganhasse um irmãozinho, gostei da sua postagem
    bjcas
    www.estou-crescendo.com

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  18. Olha fico a pensar como seria a reação do Isaac com a chegada de um irmãozinho. Ele é super ciumento e acho que teria problemas.
    Bjs
    Vivi e Isaac

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